“Eu Sou Tu”

Sou as partículas de pó à luz do sol,
sou o círculo solar.

Ao pó digo: – Não te movas.
E ao sol: – Segue girando.

Sou a névoa da manhã
e a brisa da tarde.

Sou o vento na copa das árvores
e as ondas contra o penhasco.

Sou o mastro, o leme, o timoneiro e a quilha
e o recife de coral em que naufragam as embarcações.

Sou a árvore em cujo galho tagarela o papagaio,
sou silêncio e pensamento, e também todas as vozes.

Sou o ar pleno que faz surgir a música da flauta,
a centelha da pedra, o brilho do metal.

Sou a vela acesa e a mariposa girando louca ao seu redor.
Sou a rosa e o rouxinol perdido em sua fragrância.

Sou todas as ordens de seres,
a galáxia girante,

A inteligência imutável,
O ímpeto e a deserção.

Sou o que é e o que não é.
Tu, que conheces Jalaluddin.

Tu, o Um em tudo, diz quem sou.
Diga: Eu sou Tu.

(Jalad ud-Din Rumi)

Obrigado, Obrigado, Obrigado.

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